Realizei uma revisão extensa da literatura sobre o uso da estimulação magnética no tratamento da incontinência urinária. Os resultados são, no mínimo, surpreendentes: apesar do crescente volume de investimento e da ampla promoção dos seus benefícios, não encontrei evidência científica de que a estimulação magnética seja capaz de gerar qualquer contração dos músculos do pavimento pélvico, muito menos contrações musculares supramáximas.
O documento que estou a partilhar apresenta uma análise crítica e detalhada desta questão. Revisei 147 estudos, examinei as suas metodologias e verifiquei, uma a uma, todas as referências citadas.
Acredito que este conteúdo pode contribuir para reflexões mais cuidadosas sobre as tecnologias que oferecemos aos nossos pacientes e sobre a responsabilidade científica que devemos manter enquanto profissionais de saúde.
Clique aqui para descarregar | Estudo de Caso: Paciente do sexo feminino, 24 anos, foi submetida a uma cirurgia para implante de neuromodulador no tratamento da bexiga hiperativa. A fisioterapia não foi oferecida como parte do plano inicial de tratamento. Após 1 ano sem melhora após a cirurgia, ela decidiu iniciar fisioterapia. Foi tratada pela fisioterapeuta Dra. Laira Ramos utilizando o protocolo de Reabilitação Perineal Ativa. O tratamento teve duração de 16 semanas e consistiu em 14 consultas. A paciente recuperou sua qualidade de vida e o dispositivo neuromodulador foi desligado.
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